
Uma satisfação que acabámos de gozar
e cuja lembrança está fresca e ainda próxima,
age sobre a vontade com mais violência do que outra
cujos traços estão atenuados e quase apagados.
Donde vem isso, portanto, a não ser do facto de que
a memória, no primeiro caso, secunda a fantasia
e dá às suas concepções um suplemento de força e vigor?
A imagem do prazer passado, na sua força e violência,
confere as suas qualidades à ideia do prazer futuro,
que lhe está vinculado pela semelhança.
David Hume, in 'Tratado da Natureza Humana'